SIMPÓSIO TEMÁTICO 1 – ENSINO E CONSTRUÇÕES HISTÓRICAS NA SALA DE AULA: UMA ABORDAGEM EM GÊNERO E CIDADANIA

Coordenação: Prof.ª Ma. Lorena Maria de França Ferreira (UESPI) e Prof. Esp. Thiago Venicius de Sousa Costa (UESPI)

Resumo: A educação brasileira passou por modificações ao longo do processo histórico, tendo avanços e retrocessos no âmbito social. Com isso, o Simpósio Temático visa analisar as construções de gênero e cidadania através do ensino. Justificando-se perante as modificações que esta passou no contexto político-social do Brasil em que os significados e limites da cidadania e do estado democrático de direito estão em processo de ressignificação. Neste cenário o historiador é provocado a responder essas tensões, e convocar Clio para (re)pensarem o seu ofício e as responsabilidades que mantém com o presente, passado e futuro. Dessa forma, objetiva-se refletir a educação e suas relações com as categorias de classe, raça e poder, em especial com trabalhos que percebam a categoria de gênero como uma possibilidade de análise histórica, que trouxe novos sujeitos e discussões à historiografia. Portanto, é pretendida a socialização de pesquisas que discutam a temática no ensino, a partir uso da tecnologia e das novas mídias em sala de aula, e outras abordagens metodológicas que contemplem a problemática do Simpósio e os desafios do Ensino de História.

Palavras-chave: Ensino de História. Gênero. Cidadania.

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 2 – OS ÍNDIOS NA HISTÓRIA: TERRA, TRABALHO E POLÍTICA

Coordenação: Prof. Dr. João Paulo Peixoto Costa (IFPI)

Resumo: O presente simpósio tem como objetivo congregar pesquisadores de diferentes campos de estudo e níveis de formação que reflitam sobre a atuação dos povos indígenas na condição de protagonistas de diferentes contextos históricos em suas dinâmicas com a terra, com diferentes situações de trabalho e formas de atuação política. Com a formação do Estado nacional brasileiro e o desenvolvimento de uma conjuntura a eles extremamente negativa, o silêncio em torno de suas identidades foi, muitas vezes, uma questão de sobrevivência a diversas comunidades. Entretanto, principalmente com a promulgação da Constituição de 1988 – que contou com a atuação de índios e indigenistas – várias etnias, que até então viviam mudas em relação à suas memórias e ancestralidades, passaram a se manifestar vigorosamente. Apesar da renovação da historiografia iniciada há mais de 20, os discursos que relegam os índios a um papel coadjuvante nos mais diversos contextos históricos, e que mais se assemelham a uma “crônica do massacre”, continuam comuns, inclusive na academia. Entretanto, novos movimentos indígenas demandam cada vez mais dos governos, das escolas, de pesquisadores e das universidades que as visões sobre o passado do Brasil, em todo o seu mosaico de situações, levem em conta a atuação e o protagonismo dos grupos subalternos, especialmente dos índios, enquanto sujeitos ativos e coautores de suas próprias trajetórias.

Palavras-chave: Índios. História. Protagonismo.

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 3 – HISTÓRIA DA SAÚDE E DAS DOENÇAS

Coordenação: Prof.ª Dr.ª Márcia Castelo Branco Santana  (UESPI), Prof. Dr. Agostinho Júnior Holanda Coe (UFPI) e Prof. Me. Felipe da Cunha Lopes (UESPI)

Resumo: A recente produção historiográfica no Brasil aponta um crescimento considerável de discussão no campo de pesquisa que envolve História da Saúde e das doenças, demonstrando a relevância de questões teórico-metodológicas nesse campo e a incorporação de um acervo importante de fontes a serem trabalhadas. Essas questões, constituídas a partir dessas reflexões, perpassam pelo cruzamento da relação entre história/saúde/doenças, seus impactos políticos e culturais, e a produção de saberes científicos e leigos sobre saúde e doenças, além de um olhar voltado para pensar a trajetória de instituições e sujeitos ligados a esse universo, entre outros temas. A proposta do ST é contribuir no aprofundamento das temáticas voltadas para esse campo, de forma a estabelecer uma interlocução com os pesquisadores que possuem trabalhos na área, ao tempo que possibilite a visibilidade da discussão no âmbito local. Assim, o simpósio tem como objetivo reunir trabalhos resultantes de pesquisas dedicadas à relação entre História, saúde e doenças, tentando observar a ampliação dessas reflexões no Piauí, bem como as configurações de temas e fontes usadas nas pesquisas e na sua relação com o GT História da Saúde e das Doenças. Nesse sentido, tentaremos estabelecer um diálogo e trocas de experiências entre os participantes, no que concerne à temática e aos trabalhos apresentados, para fortalecimento do campo de pesquisa no Piauí.

Palavras-chave: História. Saúde. Doenças.

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 4 – MEMÓRIA, NARRATIVA E INVENÇÃO: ARTES, CULTURAS URBANAS E ESCRITA DA HISTÓRIA

Coordenação: Prof. Dr. Edwar de Alencar Castelo Branco (UFPI) e Prof. Dr. Fábio Leonardo Castelo Branco Brito (UFPI)

Resumo: Este simpósio se propõe a discutir questões referentes à escrita da História e, por consequência, às diferentes modalidades de abordagem do passado. Espera-se que o simpósio favoreça uma reflexão sobre as múltiplas estratégias através das quais nós apropriamo-nos de objetos tais como músicas, filmes, impressos, etc. e, ao narrá-los, os transformamos em fatos históricos. Imagina-se que será possível reunir variados estudos incidindo sobre a narrativa como uma das dimensões acontecimentais da história. Se a História é um discurso sobre o passado, o que torna possível repensá-la continuamente, os debates no interior do simpósio poderão ser, por um lado, articulados à ideia de que, entre “incertezas e inquietudes”, esta tende, crescentemente, a se abrir a novas referências temáticas, enquanto, por outro lado, ao se reconhecer como uma protoarte, a qual oscilaria entre os critérios de cientificidade e as exigências estéticas de seu discurso, poderia, finalmente, pensar sobre um “mundo verdadeiro das coisas de mentira” sem se sentir necessariamente à beira do precipício. Trata-se, portanto, de uma proposta que é feita com o intuito de favorecer a socialização das principais referências conceituais com as quais operam aqueles historiadores que lidam com a relativa efemeridade de artefatos, objetos e manifestações da cultura urbana.

Palavras-chave: História. Narrativa. Invenção.

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 5 – JUVENTUDE E POLÍTICA: ESTUDOS SOBRE AS DEMANDAS JUVENIS NO BRASIL (1960-2016).

Coordenação: Prof. Dr. Idelmar Gomes Cavalcante Júnior (UESPI)

Resumo: Os movimentos juvenis que emergiram a partir do chamado “junho de 2013” trazem à tona os embates e representações que dão sentido à história dos movimentos juvenis brasileiros em contraposição ao seu comportamento na atualidade, quando, de forma significativa, jovens considerados de “direita” e apresentando demandas fundamentalmente conservadoras em grandes manifestações de rua, começaram a bradar suas palavras de ordem, como há muitas décadas não se via. Neste sentido, é do interesse deste Simpósio Temático receber trabalhos que debatam sobre o tema “Juventude” refletindo, principalmente, sobre as demandas que historicamente foram oferecendo uma identidade aos movimentos juvenis no Brasil, pensando, sobretudo, as transformações que esses movimentos sofreram entre a década de 1960 e os dias de hoje. Tal proposta se justifica porque, neste momento de crise pelo qual passa o Brasil, a Universidade precisa de pesquisadores que utilizem seus instrumentos teórico-metodológicos para pensarem os caminhos e descaminhos da política nacional em direção ora a um sistema mais democrático, ora a sistemas mais autoritários. E para tanto, assume o objetivo de compreender de que forma a juventude brasileira empreendeu, por um lado, trajetórias impertinentes e, por outro, obedientes aos diversos poderes constituídos entre os anos de 1960 e 2016.

Palavras-chave: Juventude. Política. Movimento.

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 6 – HISTÓRIA E HISTORIOGRAFIA DA MÚSICA

Coordenação: Prof. Mndo. Gustavo Silva de Moura (UNIFESP)

Resumo: Nos últimos anos não são raros artigos, livros, eventos e grupos de pesquisa que trazem abordagens dos mais diversos gêneros e formas musicais e relações com a história e historiografia. Portanto, defende-se a criação de espaços para esses debates e análises, somando percepções políticas, trajetórias artísticas e investigações intelectuais como forma de construção coletiva do conhecimento. Estudos sobre história da música atualmente abordam temas em todos recortes temporais, abrangendo gêneros, formas, além de abordar intelectuais e suas percepções. Isso evidencia as multiplicidades, proporcionadas nas fontes, por exemplo: partituras, críticas musicais, fonogramas, produção acadêmica, dentre outras. Essa variedade, faz com que seja um campo onde é necessário e/ou inevitáveis intercâmbios com outros campos do conhecimento. A partir dessa abrangência na pesquisa histórica, poderão compor o ST, trabalhos articulados em torno da música, seus agentes e produção do conhecimento historiográfico. Estarão habilitados, trabalhos com foco na crítica musical; Estéticas em contextos históricos; Relações entre música e mercado e historiografia da música e dos gêneros e formas musicais.

Palavras-chave: História da Música. Historiografia da Música. Música e Sociedade. Cultura. Produção Histórica.

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 7 – MUNDOS DO TRABALHO: MOVIMENTOS SOCIAIS, EXPERIÊNCIAS, MEMÓRIA E AÇÃO POLÍTICA

Coordenação: Prof.ª Dr.ª Cristiana Costa da Rocha (UESPI) e Prof.ª Dr.ª Rosângela Assunção (UESPI)

Resumo: Pretendemos discutir pesquisas no âmbito da História Social que perpassam temas corriqueiros nas experiências de homens e mulheres, normalmente abordados de modo segregado nas pesquisas desenvolvidas por historiadores. O campo das experiências, resistências, deslocamentos, luta política dos movimentos e organizações sindicais construídos nos mundos do trabalho no campo e na cidade são configuradas e configuram-se na vida cotidiana, no que é repetido, usual e institui práticas culturais e sociais. Este simpósio, aberto ao diálogo e confronto com estudos antropológicos e sociológicos, intenta perscrutar estudos da história do tempo presente, compreendida como abordagem cujo recorte temporal constrói-se entre meados do século XX e a contemporaneidade, priorizando diálogos e embates entre a história e a memória, especialmente, através da incursão pela metodologia da História Oral.

Palavras-chave: Trabalho. Movimentos Sociais. Memória.

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 8 – HISTÓRIA, CIDADES E SUBJETIVIDADES

Coordenação: Prof. Dr. Francisco Alcides do Nascimento (UFPI) e Prof. Dr. Raimundo Nonato Lima dos Santos (UFPI)

Resumo: O simpósio visa a socialização de pesquisas que tomam a cidade como objeto de estudo. Nessa perspectiva, a cidade não é vista apenas como palco de eventos históricos, ela também se faz protagonista de ações, uma vez que o elemento síntese que a constitui é a aglomeração humana. Neste agrupamento humano, as relações de poder se estilhaçam em múltiplas gentes, espaços e tempos e se expressam em diferentes modos de ser e existir, configurando o ethos urbano. Assim, com base em Sandra Pesavento (2007), entendemos que a cidade pode ser interpretada por meio de sua materialidade, sociabilidade e sensibilidade. Esperamos reunir neste simpósio os estudos sobre bairros, praças, ruas, prédios, lugares e não lugares, cidades visíveis e cidades imaginárias, em diferentes tempos e espaços.

Palavras-chave: História e Cidade. Subjetividades. História e Memória.

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 9 – CURRÍCULO E DIVERSIDADE(S) NO ENSINO DE HISTÓRIA DO SÉCULO XXI

Coordenação: Prof.ª Dnda. Carla Silvino (UFPI) e Silviana Mariz (UNILAB)

Resumo: Este Simpósio Temático tem por objetivo dialogar com pesquisas cujas abordagens teóricas e metodológicas situem o Ensino de História como campo de investigação e que estejam ancoradas nos Estudos Críticos da Educação, em especial nas análises apresentadas por Sacristan (1998); Young (2007,2010); Mclaren (2000) e Silva (1995, 2010a, 2010b). Este espaço se constitui como campo aberto para pesquisadoras/es interessadas/os na reflexão sobre os debates mais recentes ensejados, sobretudo a partir de 2014, pela produção de uma ampla rede legal (PNE/2014; Lei 13.415/2017) cujo acirramento se deu em decorrência da proposição de uma Base Nacional Comum Curricular (BNCC), entendida como instituição de uma economia política da escolarização nacional, protagonizada pelo Estado. Sendo assim, o ST privilegiará os seguintes eixos: 1) Currículo: estudos que contemplem a análise da produção dos currículos de História na Educação Básica no Brasil, sobretudo mais recentemente sob os auspícios de centralização dos processos de ensino a partir da aprovação e possível implementação da BNCC; 2) Diversidade: investigações cuja centralidade de debate parta das problematizações das noções de “diversidade” e de “multiculturalismo” presentes nos currículos, nos materiais didáticos e paradidáticos de História e nas práticas e experiências de docência em História na Educação Básica;  e, 3) Ensino de História: pesquisas que abordem as práticas escolares, construídas tanto a partir de experiências de ensino em universidades quanto em escolas de educação básica, e que visem refletir sobre os processos de circulação, ressignificação e produção de saberes, seja através da investigação sobre as práticas de ensino, seja através da análise dos materiais didáticos explorados em sala de aula. Desse modo, este simpósio visa contribuir para a consolidação dos Estudos sobre Ensino de História, ao mesmo tempo em que albergando os debates sobre currículo, diversidade e multiculturalismo no país, entendidos como fundantes de uma intersecção fundamental para o ofício de historiador-docente.

Palavras-chave: Ensino. História. Currículo. Diversidade.

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 10 – HISTÓRIA POLÍTICA E HISTORIOGRAFIA BRASILEIRA

Coordenação: Prof.ª Dr.ª Marylu Alves de Oliveira (UFPI) e Prof. Dndo. Thiago Coelho Silveira (UNISINOS/IFMA)

Resumo: A proposta de construção deste Simpósio Temático surgiu tendo como fundamento a relevância dos estudos políticos para historiografia atual. Segundo René Remond, mesmo tendo sido relegada a um plano secundário por um período longo da produção historiográfica, atualmente se torna inegável o olhar sobre o político. Não que ele seja a única opção dos historiadores, mas se torna importante no sentido de perceber que “um povo se expressa tanto na sua relação com a política quanto na sua literatura, no seu cinema ou na sua culinária”. Segundo Marieta de Morais Ferreira, o eixo da renovação dos estudos sobre o político possibilitou que os historiadores alcançassem novas formas de abordá-lo. Nesse sentido, os historiadores passaram a se interessar pelos “processos eleitorais, os partidos políticos, grupos de pressão, opinião pública, mídia e relações internacionais”. De forma que este GT se abre como espaço de diálogo e discussão para pesquisadores cujos estudos se concentram nos estudos sobre a política, manifesta em suas múltiplas dimensões e interseccionalidades.

Palavras-chave: História. Historiografia. Política.

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 11 – EXPERIÊNCIAS RELIGIOSAS NO COTIDIANO SOCIAL: A RELIGIÃO COMO ELEMENTO DE INTEGRAÇÃO

Coordenação: Prof.ª Dnda. Patrícia de Sousa Santos (UNISINOS/IFMA) e Prof.ª Dnda. Ariany Maria Farias de Souza (UFRGS/IFPI)

Resumo: A construção do pensamento moderno propôs ao homem uma separação do sagrado, a racionalidade o afastaria das divindades e o colocaria mais próximo da ciência e de explicações lógicas, que lhe permitissem segurança e o controle, mas o que se observou ao longo do tempo, especialmente nos momentos de crise foi uma aproximação do homem ao sagrado em suas diferentes formas, seja pelas religiões tradicionais, seja pelas novas manifestações de fé. Esse GT tem como proposta discutir as experiências religiosas dos sujeitos e a maneira como agregam ou se apartam do religioso, buscaremos, portanto,  analisar as negociações, conflitos e mudanças no dialogo desse sujeito religioso com as divindades. Este grupo de trabalho pretende ser espaço de diálogo, análise e reflexão sobre as diversas percepções e abordagens do sagrado e divino nas variadas manifestações religiosas. Tem como objetivo explorar o contexto sócio histórico e cultural em que as religiões se construíram no Brasil, não se limitando a reproduzir o passado, mas se desconstruindo e reconstruindo numa interface entre as diversas religiões que compõem a seara de nossa sociedade e que atuam e influenciam na formação do imaginário cultural e religioso do país. O GT também tem como objetivo aproximar historiadores que estudem essas relações do homem com a religião, seja na aproximação com a política, educação, gênero, entre outras manifestações sociais em que a religião e as religiosidades dialogue direta ou indiretamente.

Palavras-chave: Religião. Religiosidades. História.

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 12 – AS ESCRITAS DA HISTÓRIA: AS INTERCONEXÕES ENTRE NARRATIVAS E MEMÓRIAS

Coordenação: Prof.ª Dr.ª Cláudia Cristina da Silva Fontineles (UFPI) e Prof. Dr. Pedro Pio Fontineles Filho (UESPI)

Resumo: O presente simpósio temático tem o objetivo de oportunizar espaço para debates e reflexões acerca da multiplicidade do campo disciplinar da História, no que tange às aproximações entre história, memória e narrativas. Paul Veyne afirma que a história “é, antes de tudo, um relato e o que se denomina explicação não é mais que a maneira de a narração se organizar em uma trama compreensível” (VEYNE, 1998, p. 67). De maneira semelhante, Hayden White destacou “as formas estruturais profundas da imaginação histórica” (WHITE, 1992, p. 09), que compõem o campo narrativo da História. Além disso, Michel de Certeau enfatizou que “o discurso histórico pretende dar um conteúdo verdadeiro (que vem da verificabilidade), mas sob forma de uma narração” (CERTEAU, 2011, p. 110). Essas propostas devem ser percebidas no seio das transformações do campo historiográfico, que se processaram, em larga medida, na virada da década de 1960 e princípios da de 1970. Deram impulso para o desenvolvimento de uma História Cultural ou da tendência que se convencionaria chamar de Nova História Cultural. Entendida como essa narração que busca a verificabilidade, a História começa a perceber que a própria memória deve ser compreendida em sua pluralidade, visto que são diferentes os lugares de onde e para onde cada memória é construída, pois “a memória é acima de tudo, uma reconstrução continuamente atualizada do passado, mais do que uma reconstituição fiel do mesmo” (CANDAU, 2011, p. 09). É fulcral que se percebam as diferentes instâncias entre a lembrança e o esquecimento, como destaca Paul Ricoeur (2012) e que a capacidade mnemônica, como adverte Henri Bergson (2006) é que permite a consciência de passagem de tempo. Por esse diapasão, trabalhos que versem sobre as narrativas e memórias (re) criadas no âmbito dos espaços da cidade, bem como aquelas oriundas das dimensões ficcionais e artísticas, como a fotografia, o cinema, o teatro e a própria literatura, são locus de diálogo. Diálogo tal que não pode perder de vista a relação íntima entre a pesquisa e o ensino, visto que é, no ambiente das escolas e das universidades, que a síntese histórica ganha seus contornos e ressonâncias. Nesse sentido, o ensino de história também se configura como palco indispensável para o confronto das narrativas.

Palavras-chave: História. Memória. Narrativas.

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 13 – SOB A ÓTICA DOS ANOS 1980, O TRAÇADO DAS DINÂMICAS HISTÓRICAS: GÊNERO, POLÍTICA E CULTURA

Coordenação: Prof.ª Dr.ª Julinete Vieira Castelo Branco (CTT/UFPI)

Resumo: A proposta do simpósio é apresentar e reunir trabalhos e pesquisas direcionadas para as múltiplas possibilidades de leituras do tempo histórico, que abarcam a recente década de 1980 do século XX. Essa proposta permeia as tramas envolvidas no campo do gênero, da política e da cultura, por meio dos distintos caminhos que possam revelar sinuosidades, práticas e sensibilidades vivenciadas pelos sujeitos históricos, nas mais diversas configurações urbanas e espaciais dessa década. Essa discussão pretende ainda provocar novas e críticas percepções acerca das vivências, afetos, práticas e diálogos nas complexas teias sociais. Nesse sentido, procura-se provocar no cerne desse diálogo, caminhos que possam iluminar e aprofundar esse debate acerca das sensibilidades e pertencimentos dessas vivências nos discursos construídos acerca dos anos 1980.

Palavras-chave: História. Gênero. Cultura. Política.

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 14 – PATRIMÔNIO CULTURAL

Coordenação: Prof. Dndo. Naudiney de Castro Gonçalves (UNIRIO/FID)

Resumo: Tratar de patrimônio cultural é trabalhar com um conceito bastante dinâmico, o de cultura. E mesmo o termo patrimônio cultural tem suas diversas acepções. Perceber o conjunto que forma o patrimônio cultural de uma sociedade é estar atento aos bens que fazem referência e agregam identidade à memória de diferentes grupos, sejam esses bens artísticos, históricos, arqueológicos ou etnográficos. A proposta do Simpósio Temático é refletir sobre o patrimônio a partir do ponto de vista social e cultural, abordar as suas diferentes categorias e apresentar exemplos de fomento, preservação e conservação.

Palavras-chave: História. Patrimônio. Sociedade. Cultura.