MINICURSO 1 – DO COMERCIAL AO EXPERIMENTAL: CINEMA, HISTÓRIA E PRODUÇÃO DE SENTIDOS

Ministrantes: Prof. Dr. Fábio Leonardo Castelo Branco Brito (UFPI/CSHNB/PPGHB) e Stéfany Marquis de Barros Silva (Mestranda – PPGHB)

Resumo: O minicurso pretende abordar as condições históricas de produção cinematográfica brasileira, especialmente entre as décadas de 1960 a 1990. Será dividido em dois momentos, abordando, em um primeiro momento, os conceitos vinculados à relação entre história e cinema, especialmente a conformação de uma sintaxe cinematográfica no mundo contemporâneo, o estatuto da imagem e a linguagem do cinema como instrumento de escrita do tempo. No segundo momento, abordará a produção de cinema no Brasil, tendo como principais enfoque as políticas cinematográficas governamentais entre o início e meados dos anos 1960, o Cinema Novo e a busca pela constituição de um cinema sociológico no Brasil, o chamado cinema marginal e, por fim, o experimentalismo fílmico, produzidos em espaços tais como Pernambuco e Piauí.

 

MINICURSO 2 – 1968: APONTAMENTOS PARA UMA GENEALOGIA DO MOVIMENTO ESTUDANTIL BRASILEIRO

Ministrante: Prof. Dr. Idelmar Gomes Cavalcante Júnior (UESPI)

Resumo: O presente minicurso propõe uma reflexão sobre o movimento estudantil brasileiro em termos de sua constituição enquanto categoria histórica. O foco de tal reflexão estará centrado, principalmente, no ano de 1968 e no capital simbólico que o mesmo produziu e que repercutiu em outras épocas. Procurando entender os eventos constitutivos do objeto em estudo em sua ordem acontecimental, iremos colocar em suspeição os episódios ocorridos em 1968, procurando operar uma desnaturalização dos discursos que constituíram uma verdade sobre o movimento dos estudantes nos anos sessenta, significando-a como a grande referência para os movimentos juvenis das décadas posteriores. Tratar-se-á, portanto, do exercício de uma “contra-história” operada com a intenção de desorganizar os discursos incidentes sobre o Movimento Estudantil e fazer retornarem os eventos à sua desordem acontecimental surpreendente.

 

MINICURSO 3 –  HISTÓRIA DA SAÚDE E DAS DOENÇAS: ENTRE POSSIBILIDADES E DESAFIOS NA PESQUISA HISTÓRICA

Ministrantes: Profª. Drª. Márcia Castelo Brancos Santana (UESPI), Profª. Ms.Rafaela Martins Silva (UESPI) e Prof. Ms. Felipe da Cunha Lopes (UESPI)

Resumo: O universo de estudos sobre as diversas práticas envoltas em torno da história da saúde e das doenças ganhou uma maior relevância a partir de mudanças nos procedimentos e métodos de realização do ofício do historiador. Desse modo, a proposta do minicurso possui enfoques teóricos-metodológicos que nascem da necessidade de demonstrarmos os possíveis caminhos para problematizarmos a história da saúde e das doenças. Pensamos que é necessário fazermos um esforço reflexivo em busca de apontar e chamar atenção dos historiadores/pesquisadores para alguns pontos dessa problemática no que concerne às múltiplas perspectivas de estudo que podem ser despontas pela temática em questão – hospitais, asilos, médicos, enfermeiros, sanitaristas, feiticeiros, serviços sanitários, saneamento urbano, saneamento rural, saúde pública, assistência pública, clima, pobreza social, relações de poder, entre outros. Tais temáticas aparecem entrecruzadas nas experiências históricas narradas e analisadas em jornais, relatórios e “fallas” governamentais, decretos, atas, ofícios e regimentos institucionais construídos pelos sujeitos históricos que protagonizaram essas experiências. Portanto, o minicurso objetiva oportunizar reflexões sobre a tipologia de fontes disponíveis para análise e quais as possibilidades e desafios do historiador diante da temática do ponto de vista teórico-metodológico.

 

MINICURSO 4 – UM DÈJA VU NA HISTÓRIA: O PAPEL DO PROFESSOR DE HISTÓRIA FRENTE AOS DESAFIOS E DILEMAS IMPOSTOS PELA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR – BNCC

Ministrantes: Prof. Mndo. José de Jesus Redusino (UFPI) e Prof. Mndo. Lucas Rafael Santos Costa (UFPI)

Resumo: A proposta do minicurso está voltada para a compreensão dos dilemas e dos novos desafios impostos ao professor de História, pela “nova” Base Nacional Comum Curricular – BNCC seja no Ensino Fundamental (homologada pelo Ministério da Educação em 20 de dezembro de 2017), sendo preferencialmente sua implementação pelas redes de ensino em 2019 e obrigatoriamente em 2020.A proposta  da BNCC do Ensino Médio está em tramitação no Conselho Nacional de Educação com previsão para homologação ainda em 2018. Os dilemas, que por vezes, podem tornar-se “frustrações”, encontram ancorados sobretudo em relação aos desafios impostos por uma nova postura metodológica do professor de História, direcionada ao que a BNCC impõe como “nova” organização e articulação dos conteúdos históricos, organizados pro eixos temáticos, a saber, cronologia tradicional dos acontecimentos históricos, procedimentos de pesquisa, representações do tempo, categorias, noções ,conceitos e dimensões político-cidadãs estruturados a partir de uma tradição de uma  História Integrada que adquiriu corpo a partir de 1990. Os desafios estão pautados por uma ausência ideológica imposta ao profissional do ensino de História, que estará submetido a conteúdos substantivados que pouco traduzem em conhecimentos acerca dos conhecimentos sócio-históricos, essenciais para um bom entendimento das diversas realidades que se passam na linha do tempo.

 

MINICURSO 5 – LIBRAS NA FORMAÇÃO DO EDUCADOR EM HISTÓRIA

Ministrantes: Prof. Ma. Francisca Lidiane de Sousa Lima (UNINASSAU) e Prof. Me. Luiz Cláudio Nóbrega Ayres (UFPI)

Resumo: O reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais (Libras), ocorreu pela Lei nº 10.436 de 24/04/02, no qual foi possível realizar, em âmbito nacional, discussões relacionadas à necessidade do respeito à particularidade linguística da comunidade surda e do uso desta língua nos ambientes escolares e consequentemente, o desenvolvimento de práticas de ensino que estejam preocupadas com a educação de alunos surdos numa perspectiva bilíngue de ensino. Diante da proposta de educação bilíngue e do processo de inclusão, como educadores, precisamos conhecer os diferentes meios de interagir com os sujeitos que possuem necessidades especiais, no que se refere ao sujeito surdo, é importante conhecer a sua cultura, que é expressa, geralmente, através da língua de sinais. Portanto, a partir desse contexto é que nosso minicurso visa mostrar a importância da Libras na formação do educador em História, em nível básico, no sentido de despertar o interesse pela comunicação com a comunidade surda em diversos contextos sociais, em especial no contexto escolar.

 

MINICURSO 6 – ENTRE O SER E O ESCREVER: HISTÓRIA, LITERATURA E BIOGRAFIAS

Ministrante: Prof. Dr. Pedro Pio Fontineles Filho (UESPI)

Resumo: A História é um discurso-prática que (re)constrói o mundo e a realidade. Tal reconstrução leva em consideração as transformações do homem e feitas pelo homem, ao longo do tempo, em diferentes temporalidades, espacialidades e subjetividades. Como discurso, a História assume pontos de interlocução com outras formas de discurso e de narrativas, como a narrativa ficcional e literária. A Literatura, assim, como um discurso que potencializa o olhar sobre o tempo, o espaço e os sujeitos, é marcada por relações, representações e conflitos. Esse conjunto de características estão imersas nos debates acerca da escrita, da autoria e suas aproximações e distanciamentos com a (auto)biografia. A História do livro e da leitura remontam às atuações não só da escrita, mas, também, dos meios de produção, circulação, consumo e apropriação dos textos. Nesse sentido, o presente minicurso tem o objetivo principal de compreender as múltiplas maneiras de pensar as perspectivas entre História, Literatura e Biografias.

 

MINICURSO 7 – INTRODUÇÃO AO ROCK BRASILEIRO: HISTÓRIA E MERCADO FONOGRÁFICO NACIONAL

Ministrante: Prof. Mndo. Gustavo Silva de Moura (UNIFESP)

Resumo: O minicurso visa fazer uma introdução à história do rock brasileiro, partindo do início na década de 1950 até 90. A partir do cinema estadunidense, o rock se insere nos meios jovens do Brasil, conseguindo impactos sociais e culturais a curto e longo prazo. Já na década de 1950, a indústria fonográfica nacional vê nesse fenômeno, possibilidades de inserção em novo mercado relacionado ao público jovem, isso fez com que fossem mobilizados artistas de outros estilos em gravações de versões, como por exemplo “Ronda das Horas” na voz de Nora Ney, versão para “Rock Around the Clock” de Bill Halley and His Comets. Nas décadas de 1960 à 1980 o Brasil enfrenta um período ditatorial, influenciando diretamente a arte como todo. No entanto, na década de 1970, encontramos ampliação das empresas do ramo fonográfico no Brasil, aumentando a produção de discos, casts artísticos e realização de shows internacionais, fazendo com que em finais da década de 1980 e anos 1990 ,o rock brasileiro tivesse um lugar de destaque nas mídias nacionais. Levando em consideração os argumentos expostos, propomos esse curso, objetivando discutir a cultura nacional, a partir da música rock.

 

MINICURSO 8 –  A DEMOCRACIA BRASILEIRA EM TEMPOS DE FRATURA

Ministrante: Prof.ª Dr.ª Cláudia Cristina da Silva Fontineles (UFPI)

Resumo: Os desafios e validade da História do Tempo Presente. As lutas pela redemocratização do Brasil e a Constituição de 1988. 30 anos de Constituição: trôpegos passos de um sistema democrático: ganhos e riscos nos anos 2000. O cenário brasileiro frente aos ataques às  garantias constitucionais e à instabilidade institucional e o papel da História.

 

MINICURSO 9 – HISTÓRIA, ARQUEOLOGIA E MUSEUS

Ministrante: Prof. Dndo. Naudiney de Castro Gonçalves (UNIRIO/FID)

Resumo: O Minicurso tem como objetivo aproximar diferentes campos do conhecimento para a formação de professores na área de história, assim como socializar experiências de profissionais que atuam no campo do patrimônio cultural. Partimos da necessidade de problematizar a interdisciplinaridade por meio do diálogo entre a História, a Arqueologia e outras disciplinas no contexto do patrimônio, além de divulgar pesquisas com temáticas relacionadas e fomentar o debate acerca de espaços museológicos.

 

MINICURSO 10 – INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DO CRISTIANISMO

Ministrante: Prof. Dr. José Petrúcio de Farias Júnior (UFPI)

Resumo: Nossa proposta de investigação consiste em refletir sobre questões teórico-metodológicas pertinentes ao estudo dos cristianismos entre os séculos I e IV d.C no âmbito das pesquisas históricas, no interior das quais destacaremos estudos em torno do chamado ‘Jesus Histórico’, da emergência de comunidades cristãs e suas particularidades no Império Romano bem como as relações de poder que marcaram o processo de divulgação e aceitação das práticas religiosas e discursos cristãos entre os imperadores Constantino (306-337) e Teodósio (379-395).

 

MINICURSO 11 – FONTES E LINGUAGENS NO LIVRO DIDÁTICO: O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA, AFRICANA E INDÍGENA

Ministrante: Prof.ª Dr.ª Isaíde Bandeira da Silva (UECE/FECLESC) e Prof.ª Mnda. Nádia Narcisa de Brito Santos (UECE)

Resumo: O livro didático ainda constitui-se a ferramenta pedagógica por excelência do cotidiano escolar de muitas salas de aula no Brasil, e este fato nos permite afirmar a importância deste recurso para construção de uma (nova) aprendizagem sobre a história da África. A história do continente africano, em geral, até o final do século XX recebia pouca atenção nos livros didáticos de História. Contudo, esta realidade vem se modificando, em especial, após a publicação da Lei n° 10.639/2003 e n° 11.645/2008 que torna obrigatório o ensino sobre a história da África e da cultura afro-brasileira e indígena. Desta forma, os livros didáticos de História aprovados na última avaliação do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) já contemplam, ou tentam contemplar, esta exigência legal. Assim, salienta-se a necessidade de pensar a respeito das abordagens relacionadas a questão da África e da educação afro-brasileira e indígena. Então, neste minicurso iremos discutir como melhor explorar esta temática a partir das diferentes fontes e linguagens, que permeiam este instrumento didático, no cotidiano escolar.

 

MINICURSO 12 – GÊNERO E SEXUALIDADES: LIMITES E POSSIBILIDADES HISTORIOGRÁFICAS

Ministrante: Prof.ª Mnda. Kelly Márcia de Moura Leal (UFBA)

Resumo: Mesmo com as conquistas sociais e de direitos advindas das lutas de Movimentos de Mulheres e LGBT, é notável que ainda vivemos em um estado constituído por uma lógica binária, machista e heteronormativa que tenta, a todo custo, cercear debates de pautas mais progressistas, especialmente quando tratamos de temas referentes a Gênero e Sexualidades. Contudo, para além das análises teóricas propostas nos âmbitos acadêmicos, enxergamos a educação enquanto um exercício político de formação para cidadania e para vida, sendo também uma prática cotidiana de enfrentamento as incansáveis tentativas de retrocesso. Com isso, este minicurso propõe abordar alguns dos debates historiográficos acerca dos campos de Estudo e das Teorias de Gênero e Sexualidades, bem como seus usos. Objetiva-se discutir temas como: História das Mulheres; História das Masculinidades; Os Movimentos Feministas; Debates conceituais sobre Gênero e as Sexualidades na perspectiva da História em diferentes épocas, com ênfase nos diálogos entre as historiografias francesas, americanas e brasileiras.