CARTA-PROGRAMA DE TRABALHO

APRESENTAÇÃO:

Prezados (as) associados (as), em “tempos sombrios” e na presença de um tal pensamento chamado “Escola sem Partido”, a (uma) verdade vencerá?

Você deve notar que não tem mais tutu
e dizer que não está preocupado
Você deve lutar pela xepa da feira
e dizer que está recompensado
Você deve estampar sempre um ar de alegria
e dizer: tudo tem melhorado
Você deve rezar pelo bem do patrão
e esquecer que está desempregado

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé
Se acabarem com o teu Carnaval?

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé
Se acabarem com o teu Carnaval?

Você deve aprender a baixar a cabeça
E dizer sempre: “Muito obrigado”
São palavras que ainda te deixam dizer
Por ser homem bem disciplinado
Deve pois só fazer pelo bem da Nação
Tudo aquilo que for ordenado
Pra ganhar um Fuscão no juízo final
E diploma de bem comportado

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé
Se acabarem com o teu Carnaval?

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé
Se acabarem com o teu Carnaval?

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal

E um Fuscão no juízo final
Você merece, você merece

E diploma de bem comportado
Você merece, você merece

Esqueça que está desempregado
Você merece, você merece

Tudo vai bem, tudo legal

(“Comportamento Geral” – Gonzaguinha).

A situação atual da educação pública no Brasil é crítica. E a situação da comunidade de historiadores é incerta e preocupante.

A “guerra cultural”, que setores obscurantistas empreendem contra a educação e cultura, contra os direitos humanos e a democracia, tornando os profissionais de História um dos alvos preferencias desse ódio, materializa-se no movimento cuja alcunha é “Escola sem Partido”. Conspiracionista, tal movimento dissemina inverdades sobre os professores de História que, supostamente, estariam a serviço de um complô subversivo objetivando a destruição da integridade e da religiosidade da família.

A recente reforma do Ensino Médio, estabelecida pela Lei 13.415 de 16 de fevereiro de 2017, ao retirar a disciplina História da grade curricular, ao prever a figura do professor de “notório saber”, a utilização do Ensino a Distância, entre outros pontos da referida lei, comprometerá seriamente, entre outros, a qualidade do ensino, o mercado de trabalho dos bacharéis e licenciados em História e, por consequência, a própria existência de cursos de graduação, especialmente aqueles recentemente criados.

Além disso, os próprios cursos de pós-graduação em história, sobretudo os recentemente criados, serão indiretamente afetados, pois a sua ampliação numérica e geográfica se justifica pela existência de um mercado de trabalho nos ensinos fundamental e médio que absorve parcela significativa dos mestrando e doutorandos, nomeadamente aqueles que já atuam na rede pública (municipal, estadual e federal).

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) prevista na Lei 13.415 consolida e impõe esse processo aos próprios cursos de Licenciatura, pois seus currículos “terão por referência a Base Nacional Comum Curricular” (Artigo 7º).

A BNCC está sendo elaborada sem a efetiva participação das diferentes comunidades e associações professionais dos professores; e a própria ANPUH manifestou-se contrária ao seu processo de elaboração e aos elementos já apresentados.

Esse processo de deterioração é incorporado e ampliado pela concentração de capitais no ensino privado, tanto nos ensinos fundamental e médio quanto universitário. As corporações educativas estão interessadas e se preparando para participar do mercado de EAD, de apostilas, provas de proficiência etc.

A Emenda Constitucional no 95 (PEC 35), promulgada pelo Congresso Nacional em 15 de dezembro de 2016, ao colocar restrições aos gastos com educação enfraquecerá o ensino público brasileiro e isso resultará em precariedade, criando as condições que facilitariam e justificariam as mudanças legais acima descritas. Esse enfraquecimento atingirá ainda mais os professores e pesquisadores de História e suas instituições em todos os segmentos profissionais.

“Construindo Histórias” tem um eixo-sustentador teórico-metodológico “básico” que passa pela seguinte forma de pensar/atuar, a saber: a condição de inquietude da função do historiador (a) e da História, é um rearmamento científico.

Caso nada seja feito, os professores e demais profissionais de história nas instituições públicas e privadas sofrerão profundas mudanças em suas atividades de profissionais que retirarão o que ainda lhes resta de autonomia didática e intelectual.

Construindo Histórias está visando ter um protagonismo que promova, abrigue e proteja nossos interesses coletivos. Ao perseguir o seu espirito fundador, a entidade não pretende ser porta voz de qualquer governo, mas sim o canal de reflexão e apoio ao Estado Democrático de Direito e à democracia social. Por conseguinte, em respeito à Constituição que nos rege, ela se coloca em permanente defesa dos princípios constitucionais fundamentais da Constituição Federal de 1988.

O grupo de professores formados em História que se apresenta na chapa “Construindo Histórias” traz entre suas preocupações mais básicas, necessárias e urgentes as mesmas intenções presentes no Estatuto e Regimento da ANPUH NACIONAL e ANPUH seção Estadual Piauí em relação ao que reza e rege tais documentos. No entanto, Construindo Histórias apresenta abaixo sua proposta específica programática de gestão e atuação da ANPUH PIAUÍ biênio 2018-2020, para ser apreciada e acolhida pelos associados e associadas da mesma.

O Plano de Trabalho da chapa propõe: aspectos gerais;

Entre os meses de Setembro e Dezembro de 2018 buscaremos iniciar um projeto intenso de filiação junto aos profissionais de História pertencentes às escolas privadas e públicas do Estado do Piauí, assim como, entre os recém-formados profissionais da área com ou sem vínculos empregatícios para propor a mesma campanha de filiação junto à ANPUH PIAUÍ, para não só fortalecer institucionalmente os quadros institucionais da mesma como também garantirmos uma estrutura de atuação que privilegie profissionais da História que criam, promovem e asseguram futuros jovens aprendizes da História a se interessarem pela disciplina, pela profissão e a prática de uma cidadania crítica no dia a dia em nossa sociedade. A inclusão em “massa” de profissionais de História que atuam em escolas públicas e privadas no Piauí irá fortalecer os laços institucionais entre a Escola e a Universidade.

Os atuais estudantes dos ensinos fundamental e médio das escolas piauienses, assim como no Brasil, num primeiro momento, encontram a História (disciplina e conteúdo) nas “mãos, cabeças e pés” dos seus professores e professoras de História “abandonados” muitas vezes pelo que é realmente ensinado numa formação superior da disciplina. Logo, as realidades que são diferentes não são apenas (re) conhecidas pelo “fosso” institucional que só aumenta entre as relações institucionalizantes do ensino de História que atravessa escolas e universidades, mas principalmente na presença de uma pluralidade de teorias, metodologias e sujeitos da História que pouco têm servido aos interesses cidadãos seja dos alunos e alunas das escolas, seja aos interesses dos discentes universitários. Isso é um fato inegável e inquestionável.

Não há sujeitos nas histórias das teorias e metodologias da disciplina História, pois a prática histórica é totalmente relativa a estrutura da sociedade. Fazendo com que a História dependa estritamente do lugar e da época em que é concebida. Não nos enganemos, não há historiadores e historiadoras, em lugar algum, inocentes.

Se é verdade que toda história é história contemporânea como disse Benedetto Croce (1866-1952), é também verdade que nem tudo é histórico pois se tudo for história, logo, ela não existe como disse Paul Veyne (1930-). “Aquele que tem o controle do passado tem o controle do futuro”. (George Orwell). A QUESTÃO É: POR QUÊ?

O que há de mais concreto na história da humanidade é o passado da mesma, mas é impossível recuperar historicamente tal qual o mesmo foi. logo, o que nos chega no presente são “versões”, interpretações e condições de possibilidades históricas de poder se referir ao passado. Se assim é como estamos a afirmar, será óbvio e ululante entender porque aquele que tem o controle do passado tem o controle do futuro, não é mesmo?

Nesse sentido, surge então nossa “segunda” ação programática que se situará entre os meses de Janeiro à Julho de 2019, a saber.

Continuaremos intensificando novas filiações junto aos colegas de profissão que atuam em escolas públicas e privadas do Piauí, mas faremos essa etapa agora acompanhada por ações que diretamente sejam planejadas e executadas dentro das escolas do Estado, ou seja, a ANPUH seção Piauí uma vez por mês realizará fóruns, debates, seminários e pesquisas nas sedes das escolas da capital e do interior do Estado a partir dos próprios docentes das mesmas. Em outras palavras, os temas da disciplina História serão apresentados a partir de um levantamento, uma sondagem e uma pesquisa inicial que buscará verificar quais temas/assuntos do passado/presente/futuro dos conteúdos da disciplina encontram sintonia com os interesses discentes das escolas.

Entre os meses de Janeiro à Julho de 2019, de forma concomitante na busca de novas filiações, buscaremos viabilizar/promover a realização de conferências via “HANGOUT” entre instituições e professores e professoras do Piauí, mas também promover “HANGOUT” entre professores e professoras de outros Estados e instituições para, de uma forma geral, os mesmos apresentarem aos alunos e alunas das escolas o conteúdo de suas dissertações e teses defendidas e/ou em fase de “conclusão”. A ideia principal é uma associação entre o que temos disponível tecnologicamente e os interesses que possam contemplar o que pensa não só os historiadores e historiadoras através das suas pesquisas, mas principal e objetivamente contemplar os interesses dos alunos e alunas das escolas sobre o que os mesmos estão pensando na atualidade em que se situam em sociedade. Estabelecer um debate em torno da importância das pesquisas em História e suas contribuições para os “combates” que devem ser estabelecidos dentro da nossa sociedade para fragilizar intensamente os preconceitos sociais, culturais, econômicos, políticos e geográficos que ainda permeiam os sujeitos e as estruturais sociais e históricas.

Temas como o combate a misoginia, o racismo, o feminicídio, a homofobia e outras formas de preconceitos históricos enraizados no dia a dia social devem não só serem combatidos através das ações de historiadores e historiadoras, mas principalmente deve ser bem entendido pelos alunos e alunas das escolas dos ensinos fundamental e médio no Piauí.

Uma ANPUH-PI tem que ser como um movimento social, pois movimento social que não incomoda não é movimento social. Acreditamos que chegou mais do que nunca o momento da nossa sociedade deixar de dormir com a hipocrisia e acordar com o falso moralismo como se isso fosse um “sono natural” e não histórico.

No entanto, chega a ser óbvio e ululante que o atual projeto político intelectual que ainda povoa as instituições históricas no Piauí, têm promovido muito mais a existência de “títulos” e “vaidades intelectuais” que pouco têm servido na promoção real de mudanças sociais, políticas, culturais, geográficas e econômicas entre nós, piauienses.

Da mesma forma que é óbvio que a sala de aula é o único lugar em que a liberdade de pensamento é possível, pois são poucos os lares familiares que se permitem ser uma sala de aula.

Intelectuais inseguros ou sem “compromissos” com a sociedade em que vivem e atuam promovem e formam discentes não só sem interesses na área, mas o pior, esquecem-se (os intelectuais formadores da História seja nas escolas, seja nas universidades), que nós não produzimos “máquinas de calcular” e sim, subjetividades que devem está aptas a combater os preconceitos sociais existentes nas sociedades em que também vivem e atuam após estarem formados e formadas.

Pais inseguros promovem a reinvenção dos seus filhos/filhas através das bases reacionárias aí existentes. Políticos inseguros criam o “Escola sem Partido”. A insegurança institucional em todos os seus níveis no país obriga a docência escolar e universitária a dar aulas sobre esse “tema”. Alunos, estudantes e discentes não são “redundâncias sociais” e sim sujeitos múltiplos e cidadãos críticos. Em “tempos sombrios” à docência não pode se sentir ameaçada por ser obrigada a dar aulas sobre os “tempos sombrios”. A sala de aula não é uma “escola com partido” e sim, uma escola da realidade dos seus alunos e da vida em sociedade. Nós docentes, não pediremos desculpas por sermos professores e professoras da disciplina História e nem calaremos diante do “Escola sem Partido” que não “dar aulas”, apenas é a parte reacionária do conhecimento conservador, totalitário e fascista de um grupo de políticos, pais inseguros e intelectuais conservadores que em nosso país, não suportam mais ter filhos/filhas, alunos/alunas e eleitores (as) críticos diante da “criação caseira” em processo de falência moral graças aos pais que são, do “bordel” que têm se tornado a política e do aumento das desigualdades sociais, econômicas, políticas, culturais e geográficas que atingem diretamente a população mais carente e aos alunos e alunas que vivem mais em condições de desigualdades de direitos ao conhecimento seja ele escolar, seja ele universitário.

SOU QUEM FALHEI SER?

Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido?
Será essa, se alguém a escrever,
a verdadeira história da humanidade.
O que há é só o mundo verdadeiro, não é nós, só o mundo;
O que há somos nós, e a verdade está aí.
Sou quem falhei ser.
Somos todos quem nos supusemos.
A nossa realidade é o que não conseguimos nunca.
Que é daquela nossa verdade – o sonho à janela da infância?
Que é daquela nossa certeza – o propósito a mesa de depois?
(…)
Fernando Pessoa

“(…) há que se pôr em dúvida a singularidade de um
único tempo histórico, que há que se diferenciar do tempo
natural mensurável. Pois, o tempo histórico, se é que o
conceito tem um sentido próprio, está vinculado a unidades
políticas e sociais de ação, a homens concretos que atuam e
sofrem, a suas instituições e organizações” (Koselleck).

A temática historiográfica (em Koselleck), não é propriamente o passado, mas o futuro; não o fato, mas a possibilidade; mais precisamente, as possibilidades e projetos, passados – o futuro passado. Em todo conceito, realidade ou período histórico a ser analisado pelo historiador estaria em jogo uma determinada relação entre “espaço de experiências” e “horizonte de expectativas”.

Se pensarmos e considerarmos a possibilidade de que realmente o desejo é o desejo do desejo do outro (como nos ensina Lacan) e que nem tudo pode ser história, mas que toda história é história contemporânea, apesar de que o que há de mais concreto no tempo e espaços passados são as ações humanas concluímos, que o objeto da História e da Psicanálise se localiza onde não existe.

Portanto, se estivermos corretos, o que temos é a existência de “operações” que se encontram a partir do que seja uma Operação Historiográfica e uma Operação do Inconsciente. Fora isso, combates pela história. Só assim poderemos ter “Sujeitos” na História e nas histórias.

É óbvio que as ações de uma nova gestão na ANPUH seção Piauí não se reduz ao que acima já foi narrado, pois são muitas as “frentes de trabalho” que temos a propor. No entanto, entre o segundo semestre de 2018 e o primeiro semestre de 2019, de uma forma geral, nossas ações irão concentrar forças, interesses e responsabilidades em torno do que apresentamos acima.

O segundo semestre do ano de 2019, poderá ser considerado como um “semestre de reavaliações” das ações anteriores, pois como disse a pouco, há uma frente de trabalho ampla que não está totalmente manifestada nessa “Carta-Programa Trabalho” da chapa Construindo Histórias.

A Revista História, Memória e bens Culturais, edição eletrônica da Associação (artigo 34º do Estatuto), reza o mesmo que a mesma deveria ser publicada “umas vezes por ano” e seria de competência da Diretoria da ANPUH PIAUÍ. Nossa gestão tem um planejamento de funcionamento da Revista em questão para que a mesma otimize suas publicações em quantidade e qualidade.

De uma forma geral, o segundo semestre de 2019 e o primeiro semestre de 2020 contemplará não só o próximo encontro estadual de História da ANPUH PIAUÍ (em 2020) e novas eleições, como também se esforçará para que cada artigo, inciso e parágrafo do Estatuto e regimento da ANPUH NACIONAL E PIAUÍ sejam respeitados e postos em prática.

Uma coisa temos certeza: é possível construir histórias que não sejam apenas relações institucionais, mas principalmente contemplamos a possibilidade de que existam histórias entre sujeitos das escolas e sujeitos das universidades que priorizem os alunos (as) de escolas e universidades de forma concomitante para assim, quem sabe, possamos deixar nossos “castelos intelectuais” e nos misturemos mais para além dos muros das escolas e das universidades. Que o carroceiro possa ter de nós o mesmo respeito e importância que se comemora a defesa de uma tese de doutoramento. Infelizmente, julgamos que ainda estamos longe de realmente contribuir para promover sociedades mais justas e menos desiguais, pois enquanto não formarmos subjetividades discentes escolares e universitárias que entendam e aceitem que eles são os sujeitos da História, dificilmente o filho/filha do carroceiro que conseguir entrar e se formar em História na universidade poderá modificar a realidade dele e do pai na sociedade em que vivem.

O Plano de Trabalho da chapa propõe: aspectos específicos;

  1. Implantar a concessão do Prêmio do Ensino e do Prêmio de Pesquisa ANPUH PIAUÍ;
  2. Defender a regulamentação da profissão de historiador e a sua efetiva e reconhecida atuação profissional em diferentes espaços profissionais, tais como os arquivos, os museus, as revistas comerciais de história etc.;
  3. Estabelecer e apoiar a discussão sobre a especificidade da ética científica no trabalho do historiador;
  4. Fazer campanhas de filiação, dirigidos primordialmente aos professores do ensino privado e aqueles que vivem e trabalham nos municípios do interior do Estado;
  5. Produzir um levantamento sistemático dos cursos de história não presenciais (EAD) e dos cursos de graduação, licenciatura e pós-graduação na rede privada e manter atualizado seus dados (endereço, responsável etc.);
  6. Postular a ampliação da importância da História e das Humanidades nas agências de fomento à pesquisa nacionais (CAPES e CNPq) e na FAPEPI, traduzindo-se em maiores recursos para a Pós-graduação e no reconhecimento da especificidade da nossa área comum;
  7. Ampliar os debates sobre as instituições arquivísticas e seus acervos, bem como a reflexão sobre o papel dos historiadores que trabalham nas suas equipes;
  8. Apoiar os debates sobre a Lei (12.527 de 18/11/11) de Acesso à Informação, E-governo e Transparência;
  9. Apoiar e divulgar os eventos científicos dos Grupos de Trabalho (GTs) cadastrados na ANPUH-PIAUÍ, contribuir para a sua consolidação e estimular a formação de novos GTs;
  10.  Criar e/ou dar continuidades aos eventos no interior do Estado e, assim, interiorizar as ações da seção piauiense da ANPUH;
  11.   Divulgar e apoiar a pesquisa no e sobre o Estado do Piauí, através de seus canais de divulgação do conhecimento;
  12.  Encorajar e apoiar a oferta de minicursos a serem ministrados por doutores e doutorandos para um público diverso, interessado em conhecer aspectos importantes da História do Brasil;
  13.  Estimular a constituição de oficinas de fontes, em parcerias com os arquivos públicos, voltadas para jovens e/ou professores do ensino básico;
  14.  Incentivar as parcerias com as secretarias de educação (estadual e municipais) para a constituição de cursos de capacitação docente para os professores de ensino básico;
  15.  Incentivar e promover espaços de diálogo e ações em comum com instituições da sociedade civil, especialmente com coletivos culturais das periferias;
  16.  Respaldar os eventos acadêmicos e científicos organizados pelos cursos de graduação, pelos programas de pós-graduação e graduação, bem como a grupos de pesquisas, em especial os interinstitucionais, com o intuito de fortalecer as parcerias coletivas e a produção intelectual dos historiadores do Piauí;
  17.  Patrocinar junto a pesquisadores do tema e a professores do ensino médio a produção e a exibição de material didático (aulas, palestras, cursos etc.) sobre a Ditadura Militar no Brasil; e que tenham como público-alvo alunos do ensino médio e das universidades piauienses;
  18.  Apoiar os professores de história dos Institutos Federais de Educação, tendo em vista as características específicas da profissão docente nestes locais de trabalho, e contribuir com as discussões a respeito da politécnica;
  19.  Estimular e apoiar através de debates, campanhas etc. as pesquisas e a divulgação científica dos estudos sobre a História da África e dos africanos nas Américas, da escravidão e diversas formas de resistência ao cativeiro, do racismo e das lutas antirracistas;
  20.  Estimular e apoiar através de debates, campanhas etc. a pesquisa e a divulgação científica da história das lutas das mulheres;
  21.  Atuar sistematicamente na divulgação e no debate das mudanças legais em andamento junto aos professores do Estado do Piauí;
  22.  Estimular e fortalecer parcerias coletivas de atuação política junto a outras entidades profissionais e a instituições de ensino e pesquisa científicas do Estado do Piauí na defesa dos seus interesses comuns; particularmente em relação à recomposição do orçamento e da atuação da FAPEPI como indutora do desenvolvimento científico e tecnológico do Estado; fundamentais na reflexão sobre as prioridades e o destino da Ciência, da Tecnologia e das políticas públicas para a Cultura, importantes que são em uma sociedade profundamente desigual como a brasileira;
  23.  Defender a formação política e o debate democrático como elementos fundamentais da formação de professores com conhecimento crítico e propositivo e, nessa perspectiva, defender o Estado Democrático de Direito como o amálgama que une seus associados;
  24.  Denunciar as ações governamentais e da sociedade civil que ameaçam os princípios constitucionais fundamentais e os demais direitos sociais e políticos da Constituição de 1988, particularmente a liberdade de cátedra, a autonomia universitária, a liberdade de expressão e de opinião e o Estado Laico;
  25.  Estimular o debate sobre o currículo de História, reconhecendo a complexidade desta área de conhecimento;
  26.  Manter a autonomia da entidade frente às políticas governamentais dos órgãos de fomento e propor a FAPEPI ações que visem melhorar os sistemas de avaliação institucionais;
  27.  Potencializar a parceria com os programas de pós-graduação na identificação das demandas da nossa área de conhecimento;
  28.  Defender e apoiar a rede de Institutos Federais de Educação Técnica e Tecnológica.

Teresina, 30 de julho de 2018

Presidente: VALDINAR DA SILVA OLIVEIRA FILHO (UESPI)

Vice-presidente: PEDRO BATISTA DE CARVALHO (SEMED TIMOM E CEV)

Primeiro secretário: FRANCISCO ANTONIO SOUSA SOARES (NEAD-UESPI)

Segundo secretário: BERNADO BORGES (SEMED TERESINA E CEV)

Primeiro tesoureiro: WALLYSON VERAS ALVES (SEDUC PIAUÍ E CEV)

Segundo tesoureiro: MOISÉS BARROS DE ANDRADE, (UESPI)

Conselho Consultivo:

Presidente: GUSTAVO HENRIQUE RAMOS DE VILHENA (UESPI)

Secretário:

Relator:

Conselho Fiscal:

Presidente: JARDEL DE CARVALHO COSTA (UESPI)

Secretário: JOSÉ EDMILSON FREITAS DE VASCONCELOS, REPRESENTANTE COMERCIAL)

Relator: RAIMUNDO NONATO BARBOSA DA SILVA, (UESPI)

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